Solo.601 | Anomalisa



Será que eu amo? Será que consigo amar alguém de maneira altruísta? Amar alguém pelo que essa pessoa é de fato e não pelo que acho que ela deva ser?
Será que sou algo além do que penso ser? Será que alguma vez consegui sair de dentro de mim mesmo? Dessa percepção egocêntrica do mundo e de todos?
Será que somos apenas um cérebro trabalhando e nada mais?

Esses são alguns questionamentos que me vieram à mente, enquanto assistia "Anomalisa", o novo filme do diretor e roteirista Charlie Kaufman (Oscarizado por "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" e autor dos igualmente belos "Quero ser John Malkovich" e "Adaptação"). Aqui ele opta pela animação, trabalhando com o animador  Duke Johnson (que co-assina a direção).

Como um dos mais interessantes trabalhos do ano, esse filme está presente no Oscar 2016 na categoria Melhor Animação.

Mesmo não sendo algo fácil de digerir, com um anticlímax que é apontado diretamente para nós, e talvez por isso mesmo, "Anomalisa" pede urgência em ser assistido. Principalmente se você planeja ser uma pessoa melhor amanhã.


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